FIFA condena Ponte Preta a pagar R$227.777,75 a Haquin; risco de embargo
FIFA condenou a Ponte Preta a pagar R$227.777,75 ao zagueiro Luis Haquin por dívidas da passagem do jogador. o clube tem 45 dias para quitar ou sofrer novo embargo que agravaria a impossibilidade de inscrever reforços.

A FIFA condenou a Ponte Preta a pagar R$227.777,75 ao zagueiro Luis Haquin por dívidas originadas na passagem do jogador, em decisão datada de 16 de janeiro de 2026. O clube tem 45 dias para efetuar o pagamento sob risco de sofrer novo embargo que impediria novamente a inscrição de reforços, uma sanção que já impacta diretamente a estratégia esportiva e a logística do elenco.
A punição chega em momento sensível. A Ponte Preta já convive com dois bloqueios - um junto à CNRD e outro junto à FIFA - e essas medidas combinaram-se para reduzir drasticamente a capacidade do clube de contratar e registrar atletas. O problema já se materializou no início do Paulistão, quando a necessidade de compor um plantel enxuto forçou o uso massivo da base e deixou o time mais exposto em termos de experiência e profundidade.
A diretoria divulgou nota oficial reconhecendo dívidas herdadas e detalhando medidas em curso para tentar equacionar os pagamentos. O comunicado aponta esforço administrativo para reprogramar passivos e buscar alternativas financeiras, mas a decisão da FIFA impõe prazo curto e pressão imediata sobre o fluxo de caixa. Se o pagamento não for viabilizado ou solucionado por acordo, um novo embargo complicará não só a janela de transferências, mas também a montagem do elenco para a Série B, competição em que a capacidade de reforçar o grupo costuma ser determinante para metas de acesso.
Do ponto de vista de jogo, a impossibilidade de inscrever atletas limita opções táticas e aumenta o desgaste dos jogadores disponíveis. A promoção acelerada de jovens da base pode ser vista como oportunidade para revelar talentos, porém também expõe clubes a variações de desempenho e à necessidade de investimento em desenvolvimento contínuo. Para treinadores e preparadores físicos, trabalhar com um plantel curto exige adaptação de rotinas, gerenciamento de minutos e maior ênfase em versatilidade dos atletas.

No âmbito institucional, a decisão reforça tendência de maior cobrança internacional por pagamentos trabalhistas e cumprimento de contratos. A atuação da FIFA em casos como este demonstra que clubes brasileiros seguem sob vigilância de mecanismos globais de proteção ao jogador, o que tem implicações na governança dos clubes e na relação com parceiros, agentes e patrocinadores. Para a torcida, a situação torna-se uma corrida contra o tempo: a manutenção da competitividade do time depende de uma resolução rápida.
Nas próximas semanas, o cenário será definido pela capacidade da diretoria de negociar prazos, mobilizar receitas ou apresentar garantias capazes de suspender a sanção. Para os torcedores, resta acompanhar se a gestão transforma o aperto financeiro em oportunidade de reequilíbrio ou se a sucessão de embargos comprometerá o projeto esportivo a curto e médio prazo.
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